E tudo é maravilhoso no Rio de Janeiro, quando se anda em Ipanema.
A Inova no Rio. Num rio que inova. E renova.
Um rio velho no centro e nos olhares comportamentais, porém novo para quem têm ânsia em inovar; e que - ainda - não deixa de ser um rio em nossas vidas.
Rio, esse, que alguns levou ao mar.
Revolto, revolto.¹
Que uns o coração afaga e os sentimentos acalma, a mim provocou o pensamento: reflexão que incendeia a alma.
E eu descubro que no mar eu não rio.
E eu não choro.
Eu olho. E vejo - mais do que oito e mais do que meio.
Enxergo em sépia.
Assim, o único contraste que meu olho processa é o azul em contato com o açúcar-em-pedra.
Que adoça e se esforça para embelezar cada manhã, cada olhar que lhe é dirigido.
E dirigimos - de volta pra terra que chamamos de nossa.
E já sentimos falta de água
na terra
no ar
não nos olhos
Como se nos fosse tão natural a maresia - de tão pouco um mar que se ia.
E na evidência da perda do que não é seu, o mar que relutava em meu eu se acalma.
E em sua face eu vejo a alma - sólida
Daquilo que outrora fora apenas um reflexo na bruma da maré rasante.
¹as tônicas de cada uma das palavras estão em sílabas diferentes.
Rafael M. Watanabe
1 Comentário(s) para “Relatório: Viagem ao Rio.”
1 comentários:
aí eu vi o Mar...
Postar um comentário